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Capela muito antiga, localizada no lugar da Rapoula. Há referências documentais a esta Ermida reportadas ao século XVII, sendo, talvez, anterior. Historicamente, ali se realizaram com regularidade festas em honra de São Roque.
Nos anos de 1670 e 1692, por exemplo, ali se fizeram inquirições eclesiásticas, designadamente, no âmbito de habilitação a Ordens Sacras de jovens Avelarenses. Ali tiveram lugar, igualmente, inquirições no contexto de processos na Inquisição.
Nos anos setecentos serviu, conforme consta nos assentos paroquiais, como Capela onde se realizaram alguns casamentos da elite regional e local.
Foi o caso de Florência Rosa de Jesus de Carvalho e Faria, natural da Rapoula, que ali casaria em 1744 com João Leal da Gama, elemento de uma das famílias mais distintas da região, morador no Espinhal.
Também ali casou o doutor Manuel de Medeiros e Passos, natural da Mata de São Jorge, Chão de Couce, filho do Avelarense Francisco de Medeiros e Passos. O seu casamento ocorreu na Ermida de São Roque, em 1765, com Mariana Felizarda de Sousa Fragoso de Neiva, natural de Penela.
Em arrolamento de bens datado de 1911, é descrita esta Capela como confinante “de norte com rua pública, nascente sul e poente com uma estreita serventia pública”. Em 1934, noutro arrolamento, é dito que confina a norte com caminho público, a sul com José Nunes da Guia e outros, nascente com Alberto Mendes e poente com José Nunes da Guia, contendo as imagens de São Roque, São Francisco e outra, estas últimas pequenas.
São Roque viveu no século XIV, durante o período da Peste Negra. Dedicado ao cuidado dos doentes, acabou por contrair a enfermidade e, por isso, recolheu-se num bosque, onde, segundo a tradição, teria sido curado de forma milagrosa. Conta-se que, nesse tempo de isolamento, um cão lhe levava diariamente um pão para o alimentar. Apesar da recuperação, ainda enfrentou grandes sofrimentos. Provavelmente canonizado pela devoção popular, devido a vários milagres atribuídos à sua intercessão, foi reconhecido pela Igreja no início do século XV. É invocado como santo protetor em tempos de peste e doença.
Livro: Os Antigos Avelarenses e sua parentela vicinal. Raul Manuel Coelho. 2025.
Fotografia: autor desconhecido.
Última atualização: 09-05-2026
Morada: Rua da Rapoula
Localidade: Avelar
Localização (Lat., Lon.): 39.932314, -8.356523